sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

2006

Está na hora de fazer um balanço. "2006 foi bom ou mau?", não é uma pergunta a que se responda de ânimo leve! Há certezas, pois claro, que me invadem a mente, no imediato. Mas há as outras questões, ainda por dissecar.
Amanhã é, então, dia para abordar o assunto (é, no entanto, necessário encontrar o momento de tranquilidade para tal). De qualquer maneira, tenho uma certeza: 2007 vai ser melhor!
Porquê? Porque é que as coisas hão-de ser diferentes este ano?
(fica sempre bem resoponder com recurso a uma questão! Não é?)

Ditador(es)

August Pinochet morreu sem que se fizesse justiça. Saddam Hussein - e segundo se anuncia! -prepara-se para partir, depois de lhe ser aplicada a pena de morte. Pelo mundo, andam judeus a perseguir velhinhos de 90 (ou mais) anos, alegadamente ex-militantes e activistas das receitas de Hitler (a Visão desta semana, apresenta uma reportagem interessante). E meio mundo clama aos céus por justiça!

Em qualquer dos casos, sinto-me vazio. Afinal, quando é que se alcança a "justiça"? Para mim, existe apenas a morte - injusta, de tipos subjugados -, às mãos de uma espécie que não merece tantas oportunidades - mas que também jamais as há-de agarrar! O desfecho da história (da vida, neste caso), não apagará a dor dos 150 xiitas ou de outro povo/vítima qualquer.

P.S.: proponho um suícidio colectivo de todos os ditadores, para esta passagem de ano. São os tais tipos maus, que matam injustamente. Depois passaríamos a outros defeitos. Mas para isso temos 2008, 2009, 2010...

Fim-de-ano

Longe vão os tempos em que, após a overdose de doces natalícios, a malta se reunia em cafés e/ou restaurantes da cidade para longas e inconsequentes (e bem regadas) conversas acerca do fim-de-ano.

As opções percorriam meia-península (e não só, mas sobretudo), passando por Barcelona e Madrid, terminando, quase sem excepção, na inesquecível Galiza. Os anos passam e as vontades mudam, por isso, o plano seguinte passou por encontrar um local que facilitasse o regresso à base – ou não fosse a maioria trabalhar logo no dia 2.

2006, porém, trouxe uma certeza: A malta já não existe!
O que entristece tipos como eu, saudosistas. O que não quer dizer que não me divirta, com outros cenário e protagonistas. Ainda assim, se dedicasse um livro aos meus fins-de-ano já tinha o material necessário.

P.S.: Venha a Figueira, então...

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

SK

"Gentlemen, you can't fight in here! This is the War Room."

Best-seller

Os meus pais compraram ontem o livro “Eu, Carolina”, da autoria de Carolina Salgado. Não é, obviamente, um facto de que me orgulhe, mas também não é algo de que me envergonhe, sobretudo depois de olhar para uma capa que refere que já vamos na 8.ª edição deste best-seller – tão português.

Ao folhear as páginas, trato de observar, apenas – e para já, que nunca se sabe –, as fotografias publicadas, onde se pode ver um Pinto da Costa descontraído, à mesa ou na piscina. Mas o que me chama realmente a atenção é uma imagem captada num camarote de um estádio de futebol, onde estão presentes os sorridentes Pinto da Costa e a sua amiga Carolina, Valentim Loureiro, Gilberto Madaíl (actual presidente da Federação Portuguesa de Futebol) e Hermínio Loureiro (actual presidente da Liga Portuguesa de Clubes Profissionais de Futebol).

A legenda é algo do género: “eu no meio dos patrões do futebol”. E se hoje vejo nos jornais nacionais que há três dirigentes da Liga arguidos no caso “Apito Dourado” é caso para afirmar: apesar de querer justiça, preocupam-me muito mais o presente e o futuro do que o passado.

Natal

Segundo o Correio da Manhã de hoje – que as manchetes são boas, lá isso são! – “Portugal gastou quatro mil milhões no Natal”. Este número seria o suficiente para sustentar um texto crítico, de quem é refém da teia consumista própria da época e esquece, esbanjando dinheiro, o que (e quem) realmente importa.

Prefiro acreditar que gastar tanto – o equivalente à construção do novo aeroporto da OTA (outro bom investimento) –, para quem tão pouco tem, é apenas sinal de quem quer atirar os problemas para trás das costas e dar um miminho aos seus.
Compreendo. Mas não deixa de ser estúpido.

P.S.: eu gastei 160 euros e também (ainda) não ajudei o povo do Darfur (ou de outra região qualquer).

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Tradição

19H00 A comitiva irrompe pela porta principal.
20H00 A comida começa a chegar à mesa. Tudo a postos, começa a refeição.
20H15 Passa-se aos doces. Apesar de tudo, encontra-se “espaço” para mais uma ou outra coisa.
20H25 Café (para um ou dois).
20H35 A comitiva acomoda-se no sofá, por entre os cobertores, e muda de canal, do filme da SIC para as novelas da TVI.
22H30 O serão arrasta-se até ao final da terceira produção nacional de fraca qualidade consecutiva.
23H00 Recolha da comitiva. Uns a casa; outros à cama.
23H05 Período de relaxamento digestivo, no sofá.
00H00 (entra-se no dia de Natal, por entre os cobertores e um sonho erótico)
01H00 Serviço de despertar, pré-defenido durante a véspera.
01H25 Começa a minha noite de Natal, no bar Twisted Club, da Sá da Bandeira. Termina menos de duas horas depois.

(a entrega de prendas estendeu-se entre 15 de dezembro e as 19H45)

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Felicidades

Gustav Klimt

R.

Hoje, foi um bom dia! Gosto de novas vozes.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Cinema

Para quem não teve o prazer de ver, deixo aqui o conselho agora que se aproximam fim-de-semana e férias de Natal (conforme o caso!). A Última Hora, de Spike Lee...


... com Edward Norton. E uma daquelas cenas que não se esquecem.

FF

O Correio da Manhã é o jornal mais vendido em Portugal. Essa vantagem – para o Jornal de Notícia e para os diários desportivos – é, além de confortável, analisada pelos críticos como o rosto do país que temos, onde a dita notícia é tratada com simplicidade (nos casos sérios) ou com relevo empolado (nas restantes histórias de cordel).

Eu tenho (para mim!) a resposta a este enigma, onde a qualidade de Público, DN e outros que se acham mais sérios nada pode perante a concorrência do Correio da Manhã: um jornal que apetece comprar todos os dias, por 800 caracteres (mais coisa, menos coisa) sumidos na última página tem de ser o líder de audiência.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

...

Barbera

Joseph Barbera morreu.

Claro que, neste caso - tal como em tantos outros -, o termo morreu é um simples estado físico pouco ou nada relevante.

P.S.: são os Flintstones, mas podiam ser o Tom and Jerry, o Scooby-Doo ou outro qualquer.

Licor

No início da minha vida de libertinagem, poucas (ou nenhumas) coisas interessavam. Lembro-me de estar sentado no S., no Bairro, a beber uma daquelas bebidas que fazem mesmo mal – ainda hoje, não percebo como as serviam a putos –, preocupado com questões importantes (para um rapaz de 15 anos), como, por exemplo, sobre o que consumir no final de cada jantarada com os amigos.

Havia a necessidade de parecermos (bem) adaptados à má vida, como mais nenhum outro. Café, amêndoa amarga ou aguardentes passaram a ser correntes, mesmo com o facto dessas bebidas quase nunca nos “caírem” bem, ou nem sequer gostarmos delas. Isso era secundário.

Até que um dia, alguém do grupo se lembrou de pedir um licor. “Coisa de mulher”, pensaram (e disseram) os mais duros, fiéis ao trago difícil. O licor viajava de perto, mas poucos o conheciam. Eu lembrava-me de qualquer coisa, depois de uma visita à fábrica, na Lousã, no âmbito da defunta área escola.

Após a aproximação inicial, o Licor Beirão passou a ser o néctar predilecto. Sentiamo-nos, finalmente, completos, com um digestivo que nos sabia realmente bem. E era produto “caseiro”, do distrito.

Agora, vejo publicidades televisivas e outras pagas a peso de ouro – até com recurso a ex-pré-candidatos à presidência da república – e um cartaz gigante no eixo Norte-Sul. É de todos, mas pouco utilizado por mim. Embora cada brinde daquilo, guarde uma recordação especial.

Casaco

É nestes dias que, ao arrancar da cama – a horas desumanas –, deparando-me com a temperatura ambiente (aquela janela deve ter algum problema), percebo as mulheres que, normalmente, fazem as compras comigo. O casaco pode ser bonito, mas tem igualmente de cumprir um papel na sombra, promovendo o meu conforto.

E por muito giro que eu o considere, este pedaço de pano não cumpre a sua tarefa de me aquecer. Mas como gosto mesmo dele, não me importo!